Psicoativos na América pré-colonial: análise químico-farmacêutica e crítica decolonial.
Palavras-chave:
Substâncias psicoativas, Decolonialidade, Modelagem molecular, Relação estrutura-atividade (SAR), Políticas proibicionistasResumo
Este trabalho investiga o uso de substâncias psicoativas na América pré-colonial, unindo análises químico-farmacêuticas a uma perspectiva crítica orientada por referenciais decoloniais para examinar as dinâmicas que moldaram a percepção e o uso dessas substâncias. A pesquisa justifica-se pela necessidade de reconhecer e valorizar conhecimentos historicamente marginalizados, e problematizar políticas proibicionistas que operam como instrumentos de controle, desvalorizando práticas culturais e invisibilizando o potencial terapêutico desses compostos, ou os apropriando através do apagamento suas origens. Ao explorar as interações biológicas e aplicações farmacológicas desses compostos, o estudo confronta a visão hegemônica que os associa exclusivamente a vício e criminalidade. A abordagem decolonial busca, também, considerar sua relevância cultural e os impactos das políticas de repressão. Metodologicamente, a investigação combina revisão bibliográfica sistemática, modelagem molecular e análise SAR (relação estrutura-atividade). Como resultado, espera-se propor modelos de regulação mais inclusivos e decoloniais, subsidiar o desenvolvimento de novos fármacos e ampliar a interação entre formas diversas de conhecimento, abrindo caminhos para abordagens terapêuticas e políticas públicas mais plurais e eficazes.






