Psicoativos na América pré-colonial: análise químico-farmacêutica e crítica decolonial.

Autores

  • Mariana Magno Lessa Ribeiro
  • Thiago Moreira de Souza Rodrigues

Palavras-chave:

Substâncias psicoativas, Decolonialidade, Modelagem molecular, Relação estrutura-atividade (SAR), Políticas proibicionistas

Resumo

Este trabalho investiga o uso de substâncias psicoativas na América pré-colonial, unindo análises químico-farmacêuticas a uma perspectiva crítica orientada por referenciais decoloniais para examinar as dinâmicas que moldaram a percepção e o uso dessas substâncias. A pesquisa justifica-se pela necessidade de reconhecer e valorizar conhecimentos historicamente marginalizados, e problematizar políticas proibicionistas que operam como instrumentos de controle, desvalorizando práticas culturais e invisibilizando o potencial terapêutico desses compostos, ou os apropriando através do apagamento suas origens. Ao explorar as interações biológicas e aplicações farmacológicas desses compostos, o estudo confronta a visão hegemônica que os associa exclusivamente a vício e criminalidade. A abordagem decolonial busca, também, considerar sua relevância cultural e os impactos das políticas de repressão. Metodologicamente, a investigação combina revisão bibliográfica sistemática, modelagem molecular e análise SAR (relação estrutura-atividade). Como resultado, espera-se propor modelos de regulação mais inclusivos e decoloniais, subsidiar o desenvolvimento de novos fármacos e ampliar a interação entre formas diversas de conhecimento, abrindo caminhos para abordagens terapêuticas e políticas públicas mais plurais e eficazes.

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Publicado

2026-05-19

Como Citar

MARIANA MAGNO LESSA RIBEIRO; THIAGO MOREIRA DE SOUZA RODRIGUES. Psicoativos na América pré-colonial: análise químico-farmacêutica e crítica decolonial. . Congresso de Interdisciplinaridade do Noroeste Fluminense, [S. l.], v. 8, n. 1, 2026. Disponível em: https://anais.eventos.iff.edu.br/index.php/coninfitaperuna/article/view/2393. Acesso em: 21 maio. 2026.