Saúde Bucal e Vocal em risco: Desvendando os efeitos dos cigarros eletrônicos
Palavras-chave:
Saúde Pública, Decolonização, VapingResumo
A popularização do uso de cigarros eletrônicos gera preocupações à saúde pública, especialmente em comunidades vulneráveis e que historicamente são alvos da indústria do tabaco. O vaping é erroneamente promovido como uma solução de redução de danos para fumantes, desconsiderando os contextos culturais, as práticas de saúde locais e, principalmente, os verdadeiros danos ao usuário. A pesquisa objetiva entender os efeitos dos cigarros eletrônicos, bem com abordar os fatores envolvidos no processo de fomento desta modalidade. Para tanto, utiliza-se de uma metodologia de revisão bibliográfica do tipo narrativa, procedendo de uma análise qualitativa das evidências retiradas da base de dados Scielo, com análise crítica de estudos que abordam os impactos do vaping na saúde e as questões decoloniais envolvidas. São analisadas as implicações socioculturais, históricas e de saúde pública relacionadas ao vaping, questionando as narrativas que promovem esses dispositivos como alternativas "menos nocivas" ao fumo convencional. As evidências crescentes sobre os efeitos adversos na saúde vocal e bucal levantam preocupações, particularmente para aqueles que têm menor acesso a cuidados de saúde. O mascaramento dos prejuízos dos cigarros eletrônicos acentua as desigualdades, uma vez que deixa à margem, e mais expostos ao dano, os carentes de informação e de acesso aos bens e serviços de saúde. Desta forma, prejuízos na saúde bucal, como doenças periodontais, xerostomia e alterações na microbiota oral, e na saúde vocal, como irritação das cordas vocais e desidratação, acabam por acometer os mais vulneráveis. Os resultados, portanto, ressaltam a necessidade de propostas para políticas de saúde pública equitativas e que permitam informações científicas desprovidas de interesses outros e que destoam do bem-estar e da qualidade de vida dos indivíduos.






