O eurocentrismo presente no currículo da educação nacional

Autores

  • Matheus Silva Barradas Instituto do Noroeste Fluminense de Educação Superior (INFES/UFF)
  • Silvio Cezar de Souza Lima Instituto Federal Fluminense

Palavras-chave:

Desigualdade Racia, História e Cultura Afro-Brasileira, Políticas Públicas, Consciência Negra, Ensino

Resumo

O texto aborda a evolução das políticas públicas voltadas para o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena no Brasil, começando pela proibição de acesso dos negros às escolas públicas, estabelecida pelo Decreto nº 1.331/1854. Essa exclusão histórica impacta até hoje a população negra no país. O movimento por direitos educacionais ganhou força a partir de 1950, culminando em mudanças significativas nos currículos escolares nas décadas seguintes. A celebração do Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro, em homenagem a Zumbi dos Palmares, também emerge como um importante símbolo de resistência. A promulgação da Lei nº 10.639/2003, que exige o ensino da História e Cultura AfroBrasileira, é destacada como um marco essencial para combater o eurocentrismo nos currículos e promover uma educação intercultural. Em 2008, essa inclusão se estendeu à cultura indígena. O texto enfatiza que, apesar das conquistas legais, a implementação efetiva das diretrizes educacionais enfrenta desafios, como a persistente influência colonial nas estruturas acadêmicas.

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Publicado

2026-05-19

Como Citar

BARRADAS, M. S. .; LIMA, S. C. de S. . O eurocentrismo presente no currículo da educação nacional. Congresso de Interdisciplinaridade do Noroeste Fluminense, [S. l.], v. 8, n. 1, 2026. Disponível em: https://anais.eventos.iff.edu.br/index.php/coninfitaperuna/article/view/2368. Acesso em: 21 maio. 2026.