Tradição de Violência no Território Ficcional de “Parada de Deus”
Palavras-chave:
Maria Alice Barroso, Ciclo de Parada de Deus, Violência, Noroeste FluminenseResumo
Projeto em desenvolvimento de análise de narrativas de violência na obra literária de Maria Alice Barroso, especialmente no ciclo de “Parada de Deus”, traçando um paralelo entre essas narrativas ficcionais e suas referências na memória coletiva da Região Noroeste Fluminense. Serão examinadas as obras: “Um Nome para Matar” (1967), “O Globo da Morte: Divino das Flores” (1981), “A Saga do Cavalo Indomado” (1988), “A Morte do Presidente ou A Amiga de Mamãe” (1994) e “Quem Matou Pacífico?” (1969). O objetivo principal é analisar a memória da tradição de violência no ciclo de “Parada de Deus”, com ênfase na provável influência que trajetórias reais de violência narradas por memorialistas tiveram no seu chão ficcional, apontando como disputas narrativas, com seus diferentes lugares de fala, são essenciais para a construção da memória coletiva e da identidade local do Noroeste Fluminense. Atividades foram iniciadas com leitura do livro “Quem Matou Pacífico?” e com trabalho de campo realizado na cidade de Miracema – a fictícia Parada de Deus. À medida que o trabalho avança, vai-se consolidando a hipótese de conexão entre ficção e realidade pelo viés da violência na obra de Maria Alice Barroso






