Panorama da participação do biogás na matriz energética brasileira
Palavras-chave:
digestão anaeróbica, Energia Renovável, Biomassa, Geração de eletricidadeResumo
O aquecimento global e a poluição têm sido potencializados ao longo dos anos por algumas fontes energéticas, gerando a necessidade de incluir métodos limpos e renováveis para produção de eletricidade, como o biogás (produzido pela digestão anaeróbica dos resíduos sólidos orgânicos) que é uma fonte muito versátil: gera eletricidade, produz biofertilizante e trata os resíduos orgânicos, diminuindo os impactos ambientais. O termo “geração distribuída” (GD) caracteriza a instalação de geradores de energia elétrica diretamente ou próximo das unidades de consumo (UCs). O objetivo deste trabalho foi avaliar a participação do biogás na matriz energética brasileira com ênfase na geração distribuída de eletricidade. As informações e dados de base para o artigo foram obtidos a partir de levantamento bibliográfico, artigos científicos, notas e relatórios técnicos sobre biogás e a geração de energia a partir dessa fonte energética. Existem 638 plantas em operação para fins energéticos no Brasil, produzindo anualmente 1,83 x 109 Nm³ de biogás (2,2% do potencial brasileiro), cujo substrato advém dos resíduos sólidos urbanos e estações de tratamento de esgoto (73%),
indústria (16%) e agropecuária (11%). No entanto, 85% das plantas são direcionadas à produção de energia elétrica, consumindo 73% do volume de biogás produzido. Dos 8% de participação da biomassa na matriz elétrica brasileira, 2% correspondem ao biogás, cuja contribuição na oferta interna de energia é de 0,09% do total nacional.






