O Departamento de Imprensa e Propaganda no Estado Novo: os mecanismos de propaganda e censura
Palavras-chave:
autoritarismo, Ditadura, NacionalismoResumo
O Departamento de Imprensa e Propaganda foi fundado em 1939, substituindo o Departamento Nacional de Propaganda, a entidade que era responsável pela propaganda nacional. A substituição ocorre com o intuito de expandir a dimensão de operação do departamento, afetando múltiplos setores do governo e da sociedade. O objetivo do presente estudo é compreender sobre o comportamento do Departamento de Imprensa e Propaganda durante o Estado Novo, utilizando-se de bibliografias e elementos descritivos fundamentais para uma melhor compreensão histórica do período e de seus acontecimentos. A posteriori serão empreendidas de formas qualitativas, dedutivas e documentais, pesquisas sobre os mecanismos propagandísticos e de censura, utilizados pelo departamento, visando expor informações pertinentes sobre suas atividades. Os resultados preliminares evidenciam que a organização governamental possibilitou o crescimento expoente da imagem do líder, o então presidente Getúlio Vargas, valendo-se de mecanismos propagandísticos múltiplos, como os dispositivos de radiodifusão, cartazes, panfletos, como também manifestações cívicas, obedecendo, todavia, ao propósito de glorificação dos elementos nacionalistas e patrióticos do governo e do estadista. Diante disso, os estudos apontam também que o departamento foi responsável pela censura da imprensa e de obras bibliográficas, cinematográficas, teatrais e musicais, almejando dispersar intervenções externas e internas de princípios potencialmente contrários ao regime.






