Em busca de “Marias, Mahins, Marielles, Malês” no ensino de Química: desconstruindo o eurocentrismo na Ciência através do resgate da cultura africana
Palavras-chave:
Educação das Relações Étnico-Raciais, Análise de Ementas, Ensino de QuímicaResumo
Desde 2004, o Conselho Nacional de Educação estabeleceu as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais. E desde a publicação da Lei n.11.645, em 2008, aditivo da conhecida Lei n.9.394 de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), tornou-se obrigatória a inclusão da temática “História e Cultura Afrobrasileira e Indígena” nos currículos oficiais da rede de ensino básico. No entanto, temáticas relacionadas à diversidade étnico-racial têm sido trabalhadas apenas no âmbito das disciplinas das áreas de Linguagens e de Ciências Humanas, sobretudo Artes e História, algo como se a influência da cultura afrobrasileira e indígena não se verificasse na construção do conhecimento matemático, biológico, físico ou químico, por exemplo. Nesse sentido, o presente trabalho tem como enfoque principal desmistificar a grande retenção das descobertas científicas pelo povo europeu, procurando resgatar, catalogar e valorizar as contribuições africanas para a Química Moderna. Considerando a importância da escola na formação crítica dos alunos, será apresentada uma análise das ementas de Química dos cursos integrados do Instituto Federal Fluminense Campus Itaperuna, e uma posterior proposta didático-pedagógica, mostrando a aplicabilidade das relações étnico-raciais na prática de ensino-aprendizagem. Através dessa construção didática, espera-se estimular o pensamento crítico quanto à discriminação étnico-racial presente na ciência e na sociedade como um todo, enfatizando que a composição do conhecimento científico advém de uma pluralidade. Dessa forma, pretende-se não só empoderar e promover a inclusão social, econômica, política, cultural e científica de todas e todos, como cooperar para uma educação inclusiva e equitativa.






