Ações de pesquisa e extensão no Instituto Federal Fluminense, Campus Itaperuna
Palavras-chave:
Resistência, Semana Acadêmica, ExtensãoResumo
Este trabalho tem como objetivo apresentar o conceito de resistência étnico-cultural
por meio de trabalhos anteriormente apresentados nas Semanas Acadêmicas do
Instituto Federal Fluminense, campus Itaperuna. Ao todo, o referido campus realizou
nove edições do evento. Variadas temáticas foram tratadas por meio de palestras,
minicursos e oficinas. Iremos apresentar os estudos que focaram o conceito de
resistência cultural, especialmente sobre a resistência preta. Em geral, observamos
a existência de cursos e apresentações culturais que em muito contribuíram para o
fortalecimento da autoestima preta no campus. Danças, músicas, palestras e cursos
foram oferecidos aos estudantes da comunidade acadêmica. O conceito de
resistência envolveu a capoeira, as religiosidades afro-brasileira, o racismo
estrutural, o combate a intolerância, as festas e as comunidades tradicionais
quilombolas e outros assuntos pertinentes. Resgatar e valorizar estas atividades é
essencial para a construção no campus de uma política afirmativa, inclusiva e aberta
ao ensino crítico dos diversos sujeitos. Em geral, a resistência é uma política de
combate ao preconceito. Deve-se valorizar nas escolas, cotidianamente, a cultura
preta. Não basta falar em identidade ética apenas no Dia da Consciência Negra.
Ainda temos uma dívida histórica com a população afrodescendente. É nosso dever
sermos “antirracistas”. A lei 10.639, datada de 2003, não tem sido devidamente
respeitada nas escolas e instituições federais. Partimos da hipótese de que este
trabalho será fundamental para o reconhecimento e revalorização da cultura preta
em um momento em que a intolerância religiosa atinge níveis alarmantes.






