Avaliação do efeito alelopático de espécies com potencial para recuperação ambiental
Palavras-chave:
Germinação, Desenvolvimento, InibiçãoResumo
O termo alelopatia é usado para se referir aos efeitos que um organismo causa em outro, pelas substâncias químicas liberadas em um ecossistema. O efeito alelopático apresentado por uma espécie pode afetar seu uso na recuperação de áreas degradadas. O objetivo deste trabalho foi avaliar esses efeitos em seis espécies florestais na germinação de sementes de alface (Lactuca sativa L.) e tomate (Solanum lycopersicum Lam.). As espécies escolhidas são citadas para recuperação de áreas danificadas, Psidium guajava L. (goiabeira), Cecropia pachystachya (Embaúba-do-brejo), Psidium cattleianum (araçá-de-coroa), Schinus terebinthifolia Raddi (aroeira-vermelha), Syzygium cumini (L.) Skeels (jamelão). Para fins de comparação, testou-se o efeito da Corymbia citriodora (Hook) e K.D. Hill & L.A.S. Johnson (eucalipto-limão) já apontadas em outros estudos como espécies alelopáticas. O método consistiu na obtenção do extrato aquoso das folhas em concentrações 1 (25%), 2 (50%) e 3 (75%), além do controle com água destilada. A germinação foi realizada em placas de petri com substrato de papel sob observação em luz natural por seis dias. Ademais, foi obtido o extrato aquoso de folhas da C. citriodora secas por seis dias na estufa a 39 ºC . A P. guajava, C. pachystachya e P. cattleianum não afetaram a germinação das espécies alvo em nenhuma das concentrações. A S. terebinthifolia apresentou efeito apenas em tomate, nas concentrações 2 e 3, reduzindo a germinação para 47% e 37% respectivamente, comparado aos 93% do controle. O S. cumini em seu segundo teste, não apresentou resultados significativos em relação ao efeito alelopático. A C. citriodora reduziu em todas as concentrações testadas, sendo os valores de 30%, 23% e 3% respectivamente em alface e 57%, 17% e 3% em tomate. Na análise dos testes com folhas secas de C. citriodora, é persistente o efeito alelopático, para alface na concentração 2, 30% e 3, 56%, e no tomate em 3, de 30%. Conclui-se que as três primeiras espécies destacadas e o S. cumini não apresentam efeito alelopático significativo que impossibilite seu uso para recuperação ambiental. S. terebinthifolia precisa de mais estudos quanto ao seu uso em diferentes espécies. Destaca-se também a intensa característica alelopática de C. citriodora, como fator importante, podendo impedir a recuperação ambiental.






