Atividades Experimentais como Estratégia de Aprendizagem Significativa no Ensino de Química: Experiências do PIBID na Rede Estadual
Palavras-chave:
Química, Experimentos, Práticas pedagógicasResumo
O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) tem como princípio norteador a implementação de práticas pedagógicas que tornem o ensino mais contextualizado e valorizem temáticas atuais, contribuindo para a melhoria da qualidade da formação docente e da educação pública. No ensino de Química, as ações do PIBID podem auxiliar na superação das dificuldades relacionadas à compreensão de conceitos teóricos abstratos, por meio da adoção conjunta, entre bolsistas e supervisores, de práticas que promovam aprendizagens significativas. O objetivo deste trabalho é investigar as possibilidades e potencialidades da implementação de atividades experimentais no ensino de Química. Como procedimento metodológico, foram realizadas intervenções pedagógicas com experimentos de baixo custo e fácil execução, planejadas e aplicadas em parceria com a professora supervisora ao longo de três semestres de 2025, com turmas de 1ª e 3ª séries do Ensino Médio Regular matutino de uma escola pública estadual. As atividades, registradas em diário de campo, abordaram os temas “Reatividade dos metais – eletroquímica e propriedades periódicas” e “Teste de chama – estrutura atômica”. Essas práticas buscaram integrar teoria e prática, estimulando a observação, o raciocínio científico e a autonomia dos estudantes. Os resultados parciais evidenciam maior engajamento discente, ampliação do interesse pela disciplina e melhor compreensão dos fenômenos químicos, indicando que o uso de experimentos constitui um recurso eficaz para o ensino de Química. Ressalta- se, contudo, que ainda será realizada a análise das percepções dos estudantes, a fim de compreender em que medida essas práticas têm contribuído para suas motivações em estudar Química. Conclui- se que as ações desenvolvidas favoreceram a construção de um ambiente de aprendizagem mais interativo, colaborativo e investigativo, além de potencializarem a formação docente dos bolsistas, que passam a refletir sobre suas práticas e sobre o papel transformador da experimentação no processo educativo.






