A DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E OS CUIDADOS PALIATIVOS NA FORMAÇÃO ÉTICOFILOSÓFICA DA ENFERMAGEM
Palavras-chave:
Ética, Enfermagem, Paliatividade, Cuidado, EducaçãoResumo
A enfermagem, por sua natureza relacional e humanística, exige preparo ético, emocional e técnico para lidar com a complexidade do cuidado integral, especialmente diante da terminalidade da vida. Este estudo teórico-reflexivo propõe analisar a importância da ética do cuidado e da filosofia na formação de profissionais capazes de atuar com sensibilidade, empatia e discernimento diante de situações como a doação de órgãos e os cuidados paliativos. Fundamentado em revisão de literatura científica nas bases SciELO, LILACS e Google Scholar, o trabalho discute a bioética, o manejo do sofrimento, a dignidade no processo de morrer e a formação ética do enfermeiro. Os resultados apontam que a educação em enfermagem ainda apresenta fragilidades no ensino da ética aplicada, revelando a necessidade de integrar dimensões emocionais, relacionais e existenciais à formação técnica. A doação de órgãos é analisada como um campo relacional complexo, que exige comunicação empática, acolhimento familiar e compreensão da morte não como fracasso, mas como oportunidade de continuidade da vida. Os cuidados paliativos, por sua vez, são compreendidos como uma pedagogia da morte digna, que ensina o valor da presença, do toque e da escuta como formas de cuidado ético. A discussão evidencia que a formação do enfermeiro deve contemplar princípios filosóficos e éticos que promovam a humanização da prática, preparando- o para lidar com dilemas morais, decisões complexas e o luto das famílias. Conclui- se que a ética do cuidado é essencial para ressignificar a morte, fortalecer a empatia e consolidar uma enfermagem capaz de unir técnica, sensibilidade e reflexão filosófica. Assim, formar para cuidar com dignidade é reconhecer que a enfermagem é uma arte ética que persiste na vida, mesmo diante da finitude.






