IG FARBEN E O NAZISMO: A FARMACOLOGIA, O LUCRO E A ÉTICA NA HISTÓRIA
Palavras-chave:
Genocídio, Experimentação, Bioética, CorporativismoResumo
Este estudo investiga a relação entre a indústria farmacêutica alemã e o regime nazista, com foco na empresa IG Farben, que desempenhou um papel central na produção de medicamentos e produtos químicos utilizados tanto no esforço de guerra quanto nas políticas genocidas do Terceiro Reich. A pesquisa é justificada pela necessidade de compreender como uma indústria voltada para a
saúde pública pôde ser instrumentalizada para apoiar um regime que praticava a eugenia e experimentos médicos em prisioneiros de campos de concentração. O objetivo é analisar, por meio de uma abordagem histórica e ética, como a IG Farben conciliou seus interesses econômicos com a ideologia nazista, ao fornecer produtos como o Zyklon B e ao participar de experimentos farmacológicos, sem qualquer consideração pelos princípios de consentimento ou dignidade humana. A metodologia baseia-se em uma análise documental de fontes primárias, incluindo documentos dos julgamentos de Nuremberg e estudos acadêmicos contemporâneos de autores relevantes. Os resultados parciais indicam que, apesar dos grandes lucros obtidos, a indústria farmacêutica foi cúmplice de graves violações dos direitos humanos, levantando reflexões sobre a responsabilidade ética das corporações. As conclusões preliminares sugerem que a regulamentação ética na pesquisa científica moderna foi fortemente moldada por esses eventos históricos, destacando a importância de políticas rigorosas de controle sobre a experimentação humana e o papel das empresas farmacêuticas.






