Educação Sexual na Adolescência: Prevenção de ISTs, Percepções Estudantis e o Papel da Escola
Palavras-chave:
educação sexual, adolescência, ensino médioResumo
A adolescência é uma fase de intensas transformações, marcada pelo início das experiências afetivas e sexuais, muitas vezes sem o suporte de informações qualificadas. Nesse contexto, a educação sexual desempenha papel fundamental na prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e da gravidez precoce, além de contribuir para a formação de jovens mais conscientes e preparados. Este estudo apresenta uma revisão da literatura científica nacional e internacional sobre o tema e analisa dados empíricos coletados junto a 60 estudantes do ensino médio de uma escola particular da cidade de Miracema- RJ. A pesquisa, de caráter quantitativo e descritivo, foi realizada por meio de questionário estruturado com questões objetivas e de debate em sala de aula. Os resultados indicam que 65% dos estudantes consideram insuficiente ou inexistente a abordagem da sexualidade na escola, enquanto 96,7% defendem a ampliação de espaços para discutir prevenção e saúde. Além disso, 81,7% percebem que os jovens em geral não estão bem informados sobre os riscos de ISTs e gravidez precoce. Apesar de parte significativa relatar acesso a informações, muitos apontam dúvidas quanto à confiabilidade e consistência das fontes, frequentemente substituídas por conteúdos fragmentados de redes sociais. A análise evidencia que, embora haja grande volume de informações disponíveis, a ausência de um trabalho pedagógico sistemático dificulta a consolidação de saberes seguros. Conclui-se que a escola é reconhecida pelos próprios adolescentes como espaço estratégico para promover diálogo, escuta ativa e práticas educativas baseadas em evidências. Defende-se, assim, a necessidade de políticas públicas e práticas escolares integradas que fortaleçam a formação docente, articulem saúde e educação e assegurem o direito dos jovens a uma educação sexual efetiva, crítica e transformadora.






