As duplas caipiras e o patrimônio imaterial mineiro

Autores

  • Fábio Castro Carvalho Universidade Federal de Viçosa/MG

Palavras-chave:

Cultura Popular, Folclore, Patrimônio Cultural, Viola Caipira

Resumo

Em junho de 2018, concluiu-se o processo de registro dos “Saberes, Linguagens e Expressões Musicais da Viola em Minas Gerais” como patrimônio cultural mineiro, estando a viola presente em nove expressões culturais em todas as regiões do estado. Todavia, ao lermos o dossiê de registro, nota-se a ausência de uma das práticas musicais na qual a viola está presente, que foi amplamente difundida na região Sudeste do Brasil a partir do século XX: as “duplas caipiras” ou “duplas de música sertaneja”. Tendo como objetivos analisar o processo de registro da viola enquanto patrimônio imaterial mineiro e refletir os conceitos e as estratégias que compõem a política de preservação do patrimônio no Brasil, foi realizada uma análise dos dados já existentes sobre o tocar viola em Minas Gerais e sua patrimonialização. A partir de uma análise documental do dossiê e de uma pesquisa bibliográfica, discutimos o entendimento de patrimônio que rege os trabalhos do IPHAN e do IEPHA/MG, bem como as noções de cultura que embasam o campo do patrimônio no Brasil, refletindo os caminhos percorridos durante o processo de registro na escolha das expressões que tiveram um “valor patrimonializável” percebido e os critérios que determinaram a exclusão, apesar do reconhecimento de vários violeiros, de práticas musicais nas quais a viola caipira está presente, discutindo a presença e a relevância das duplas na paisagem sonora mineira.

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Publicado

2026-05-19

Como Citar

CARVALHO, F. C. . As duplas caipiras e o patrimônio imaterial mineiro. Congresso de Interdisciplinaridade do Noroeste Fluminense, [S. l.], v. 8, n. 1, 2026. Disponível em: https://anais.eventos.iff.edu.br/index.php/coninfitaperuna/article/view/2001. Acesso em: 21 maio. 2026.