Decolonizando a psicologia: reflexões sobre a adoção de teorias ocidentais no Brasil
Palavras-chave:
Colonialidade, Teoria psicológica, CulturaResumo
No Brasil, a psicologia, desde sua formação, baseia-se em teorias desenvolvidas por culturas ocidentais, particularmente Europa e Estados Unidos. Apesar de serem aplicadas frequentemente, essas teorias nem sempre levam em conta as singularidades culturais, sociais e históricas no contexto brasileiro. Este estudo questiona a universalidade dessas abordagens, considerando que a utilização de modelos psicológicos ocidentais, em sua maioria, não analisa as realidades locais, o que pode trazer práticas impróprias para determinadas comunidades. O objetivo deste estudo, é pensar como a implementação dessas teorias estrangeiras favorece a continuidade da colonialidade do conhecimento na área da psicologia. Utilizando uma análise crítica da literatura, esta pesquisa propõe examinar a importância e as limitações dessas teorias no manejo de comunidades tradicionais que apresentam diferentes formas de organizações sociais e percepção do mundo. Ademais, defende que a decolonização da psicologia no Brasil é um passo crucial para a produção de um conhecimento que considere as particularidades culturais do país, valorizando as epistemologias locais, como saberes ancestrais, para a criação de uma prática psicológica mais inclusiva e eficiente. Dessa maneira, pode-se afirmar que uma psicologia decolonial não só pode ampliar o campo teórico, como também propor novas maneiras de atuação que considere as diversidades culturais promovendo uma ciência mais equitativa e contextual.






