As diferentes formas de narrar: uma análise do romance O Globo da Morte: Divino das Flores, de Maria Alice Barroso
Palavras-chave:
Maria Alice Barroso, Narrativa, Marcação gráficaResumo
Este trabalho se propõe a analisar o romance O Globo da Morte: Divino das Flores, da escritora fluminense Maria Alice Barroso a partir do trabalho especial com a linguagem utilizada pela autora em questão. O romance supracitado faz parte do “Ciclo Parada de Deus”, que inclui ainda outros quatro romances e recebe este nome por ter como cenário a cidade de Parada de Deus. As narrativas barrosianas apresentam uma inovação no aspecto formal, seja pelo uso de vários fios discursivos caracterizando uma profusão de narradores, seja pelas características do noveau roman que a autora acaba sendo uma das precursoras em nossas letras. O romance O Globo da Morte: Divino das Flores leva o trabalho narrativo a uma outra escala de inventividade quando cria tipos textuais e utiliza-se de tipos gráficos específicos para cada personagem em sua elocução narrativa. A autora chega a criar uma legenda com as famílias de tipos e fontes de letras para facilitar o leitor, o que acaba sendo um aspecto de inovação em seu modo de narrar. Esta é uma pesquisa bibliográfica do ponto de vista da metodologia e vai se valer dos teóricos Genette (1995) e Leite (2001), principalmente.






