A relação da emissão de COV biogênicos nas mudanças climáticas globais
Palavras-chave:
Emissões Biogênicas, Mudanças Climáticas GlobaisResumo
Com a estimativa de 4,5 bilhões de anos, a Terra, tudo e todos que se encontram presentes no planeta, passam por uma constante evolução e transformação, e isso não seria diferente com a atmosfera terrestre. Isso tudo pode ser evidenciado, graças a estudos e pesquisas feitos por diversos especialistas das áreas da biologia, química, física e outras ciências. Grande parte dessas mudanças climáticas globais ocorrem por meio dos compostos orgânicos voláteis, os COV, que possuem sua fonte biogênica e antropogênica. As emissões de origem biogênica (definidos como BCOV), que são provenientes de plantas e algas, geram principalmente o isopreno, monoterpenos e sesquiterpenos. Estes BCOV são emitidos durante queimadas florestais espontâneas, erupções vulcânicas, decomposição de matéria orgânica, entre outros. Entretanto, essas emissões naturais estão sendo desequilibradas pelas emissões antrópicas: queimadas intencionais, atividades agrícolas e industriais, entre outras. Este desequilíbrio na emissão de COV na atmosfera ocasiona diferentes fenômenos químicos na atmosfera como, a chuva ácida, a formação do ozônio troposférico e a intensificação do efeito estufa, por exemplo. Por estes eventos estarem mais frequentes, acabam iniciando não apenas mudanças climáticas locais, mas sim em escalas globais, como mostra a considerável elevação do aquecimento global de 1,2ºC, reportado pelo último relatório do IPCC. Nosso grupo de pesquisa vem pesquisando os efeitos de COV emitidos de forma antropogênicas e biogênicas e, por meio de uma revisão bibliográfica, este trabalho visa esclarecer as consequências da relação entre emissões biogênicas e as mudanças climáticas globais.






