“Vida na água”: uma experiência interdisciplinar através da sala de aula invertida
Resumo
O modelo tradicional de ensino, para alunos do século XXI, pode configurar um cenário de desmotivação e desinteresse, além de, em todo caso, insistir em um processo de transferência unilateral do conhecimento, limitando os estudantes ao papel passivo de espectadores. Metodologias de sala de aula invertida, nesse sentido, vêm conquistando espaço nos meios acadêmicos, pois visam explorar atividades que, partindo do estudo prévio extraclasse sobre determinados temas, aliado a exercícios e práticas ativas durante as aulas, tornam o ensino menos expositivo e mais participativo, estimulando a proatividade, o senso crítico e o comprometimento dos alunos. Obviamente, as tecnologias digitais surgem nesse contexto como facilitadoras dessa inversão, seja através de videoaulas, podcasts, ou mesmo da ampliação do acesso e das fontes de pesquisa. Nessa esteira, este trabalho tem como objetivo explorar a metodologia da sala de aula invertida a partir de um relato de experiência com alunos do 2º ano do Ensino Médio de uma escola estadual de Minas Gerais. A experiência consistiu na utilização de um aplicativo de mensagens para compartilhamento de materiais de estudo sobre a temática “Vida na água”, envolvendo as disciplinas de Biologia, Química, Geografia e Língua Portuguesa. O tempo das aulas foi utilizado para operacionalização e orientação visando à criação de uma sala temática sobre o assunto. Para além de contribuir com a conscientização ambiental do alunado, esta experiência lança luz sobre questões relacionadas à sala de aula invertida frente a desafios como interdisciplinaridade, letramento e inclusão digital na oferta de uma educação inclusiva e equitativa.






