Potencial Terapêutico da Pele de Tilápia (Oreochromis niloticus) na Cicatrização de Lesões de Dermatite Úmida Aguda em Animais de Companhia
Palavras-chave:
DUA, Pele de Tilápia, CicatrizaçãoResumo
INTRODUÇÃO: A Dermatite Úmida Aguda (DUA) é uma dermatopatia comum em pequenos animais, caracterizada por rápida destruição da barreira cutânea, infecção secundária e autotraumatismo mantido pelo prurido, o que torna seu manejo clínico desafiador. Dessa forma, cresce a busca por terapias alternativas regenerativas e biológicas que otimizem o processo de reparo tecidual. Essa necessidade de alternativas terapêuticas leva à possibilidade de utilização da pele de tilápia. Resultados experimentais indicam que o material tem composição rica em colágeno tipo I, o qual fornece uma matriz dérmica ideal, que acelera o processo de cicatrização, e também é destacada a redução na frequência de trocas de curativos em relação a tratamentos tópicos convencionais. OBJETIVO: Avaliar a eficácia da pele de tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus), a qual, após esterilização e processamento, pode atuar como curativo oclusivo, amplamente estudado por suas propriedades, no tratamento de lesões de DUA em animais de companhia. MÉTODOS: Após exame clínico e estabelecimento do diagnóstico, deve ser realizada tricotomia ampla e limpeza da área afetada com posterior fixação do xenoenxerto, processado de acordo com Reis et al. (2024). RESULTADOS: Espera-se que o uso da pele de tilápia reduza significativamente o tempo de epitelização das lesões, atuando como barreira biológica protetora contra infecções secundárias, minimizando perda de líquidos e proteínas, além de proporcionar alívio rápido da dor e do prurido, favorecendo o conforto e a recuperação do paciente. CONCLUSÃO: A pele de tilápia possui potencial promissor como xenoenxerto no manejo de feridas, oferecendo uma opção biológica sustentável que otimiza a cicatrização e o bem-estar animal. Para firmar seu uso clínico na Dermatite Úmida Aguda, mais estudos controlados e aprofundados são necessários, a fim de validar protocolos e confirmar o seu superior desempenho terapêutico nesta afecção específica.






