Potencial Terapêutico da Pele de Tilápia (Oreochromis niloticus) na Cicatrização de Lesões de Dermatite Úmida Aguda em Animais de Companhia

Autores

  • Maria Eduarda Amaral Ismério
  • Maycon do Amaral Reis
  • Mariana Moreira de Freitas
  • Maria Isabel de Oliveira C. Carneiro
  • Ramon de Sousa Rego

Palavras-chave:

DUA, Pele de Tilápia, Cicatrização

Resumo

INTRODUÇÃO: A Dermatite Úmida Aguda (DUA) é uma dermatopatia comum em pequenos animais, caracterizada por rápida destruição da barreira cutânea, infecção secundária e autotraumatismo mantido pelo prurido, o que torna seu manejo clínico desafiador. Dessa forma, cresce a busca por terapias alternativas regenerativas e biológicas que otimizem o processo de reparo tecidual. Essa necessidade de alternativas terapêuticas leva à possibilidade de utilização da pele de tilápia. Resultados experimentais indicam que o material tem composição rica em colágeno tipo I, o qual fornece uma matriz dérmica ideal, que acelera o processo de cicatrização, e também é destacada a redução na frequência de trocas de curativos em relação a tratamentos tópicos convencionais. OBJETIVO: Avaliar a eficácia da pele de tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus), a qual, após esterilização e processamento, pode atuar como curativo oclusivo, amplamente estudado por suas propriedades, no tratamento de lesões de DUA em animais de companhia. MÉTODOS: Após exame clínico e estabelecimento do diagnóstico, deve ser realizada tricotomia ampla e limpeza da área afetada com posterior fixação do xenoenxerto, processado de acordo com Reis et al. (2024). RESULTADOS: Espera-se que o uso da pele de tilápia reduza significativamente o tempo de epitelização das lesões, atuando como barreira biológica protetora contra infecções secundárias, minimizando perda de líquidos e proteínas, além de proporcionar alívio rápido da dor e do prurido, favorecendo o conforto e a recuperação do paciente. CONCLUSÃO: A pele de tilápia possui potencial promissor como xenoenxerto no manejo de feridas, oferecendo uma opção biológica sustentável que otimiza a cicatrização e o bem-estar animal. Para firmar seu uso clínico na Dermatite Úmida Aguda, mais estudos controlados e aprofundados são necessários, a fim de validar protocolos e confirmar o seu superior desempenho terapêutico nesta afecção específica.

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Publicado

2026-02-25

Como Citar

ISMÉRIO, M. E. A.; REIS, M. do A.; FREITAS, M. M. de; CARNEIRO, M. I. de O. C. .; REGO, R. de S. . Potencial Terapêutico da Pele de Tilápia (Oreochromis niloticus) na Cicatrização de Lesões de Dermatite Úmida Aguda em Animais de Companhia. Congresso de Interdisciplinaridade do Noroeste Fluminense, [S. l.], v. 9, n. 1, 2026. Disponível em: https://anais.eventos.iff.edu.br/index.php/coninfitaperuna/article/view/1826. Acesso em: 13 mar. 2026.