XENOENXERTO (PELE DE TILÁPIA) EM DE FERIDAS EM EQUINOS
Palavras-chave:
Pele de Tilápia, Cicatrização, EquinosResumo
INTRODUÇÃO: Equinos são animais que sofrem feridas traumáticas frequentemente, possuindo processo cicatricial característico que atrasa sua recuperação, tornando- se feridas crônicas. Estudos apontam uso de curativo biológico, pele da Tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus) como xenoenxerto na medicina regenerativa. O bioproduto possui elevado teor de colágeno, alto poder de cicatrização e boa resistência. Portanto oferece maior conforto ao paciente, se adere ao local lesionado melhorando dor e desconforto, reduzindo trocas de curativos evitando a ocorrência de infecções. OBJETIVO: Avaliar a eficiência do uso da pele de Tilápia como xenoenxerto em equinos que sofreram ferimentos. MÉTODOS: As peles passaram por protocolo de descontaminação de acordo com Reis et al. (2024), sua esterilidade testada através de culturas para bactéria e fungos. Como protocolo, realizamos anamnese e avaliação da ferida, realizamos limpeza da ferida, desbridamento de tecidos mortos, realizando a antissepsia do ferimento, seguimos fixando a pele através de pontos de sutura e/ou bandagens. Foram aplicadas em, uma égua de 9 anos com lesão traumática, uma ferida recente em membro anterior esquerdo, e uma potra de 12 meses com lesão traumática em membro posterior direito, ferida vinha sendo tratada há pelo menos 4 meses, com características de uma ferida crônica. RESULTADOS: A paciente com ferida crônica, foi realizada a troca de curativos uma vez por semana. Foi observado que o curativo com ataduras e algodão mantinha a ferida abafada levando ao acúmulo de fibrina, diminuindo o tempo de aderência da pele ao tecido em cicatrização. A égua com ferida recente ao remover o curativo com 28 dias observamos um fechamento de cerca de 80% da ferida. CONCLUSÃO: Em ambos os pacientes obtivemos um resultado satisfatório com o fechamento prévio e acelerado da ferida recente da égua, e um fechamento progressivo da ferida crônica da potra, como uma regressão gradativa da extensão da ferida.






