XENOENXERTO DE PELE DE TILÁPIA EM FERIDA APÓS REMOÇÃO DE CARCINOMA EPIDERMÓIDE EM BOVINOS

Autores

  • Maycon do Amaral Reis
  • Maria Eduarda Amaral Ismério
  • Mariana Moreira de Freitas
  • Ramon de Sousa Rego

Palavras-chave:

Bovinos, Pele de Tilápia, Cicatrização

Resumo

INTRODUÇÃO: Carcinoma epidermóide é uma neoplasia maligna frequente em diversas espécies, originada nas células da camada espinhosa do epitélio, sendo comum em áreas despigmentadas. Embora apresente baixo potencial metastático, caracteriza-se por crescimento invasivo e destrutivo no tecido local. A pele de tilápia tem sido estudada como alternativa no tratamento de feridas, demonstrando eficácia na cicatrização, alívio da dor e desconforto, além de boa aderência e durabilidade. Reduzindo necessidade de trocas frequentes de curativos, minimizando o risco de infecções, acelerando a recuperação.OBJETIVO: Avaliar a eficácia da pele de tilápia como curativo biológico no tratamento de carcinoma epidermóide em bovinos.MÉTODOS: As peles de tilápia foram submetidas a descontaminação conforme descrito por Reis et al. (2024) e testadas à esterilidade por meio de culturas de bactérias e fungos. O estudo foi realizado em uma fêmea bovina de 6 anos, sem raça definida. O procedimento cirúrgico envolveu a ressecção da neoplasia com margem de segurança de 3 cm, seguida da coleta de material para análise histopatológica. A pele de tilápia foi fixada com pontos de sutura em suas extremidades e recoberta com atadura, visando a proteção. O acompanhamento incluiu ectoscopia diária para avaliação da integridade do curativo. RESULTADOS: A paciente permaneceu com a atadura por sete dias, até seu descolamento espontâneo. A pele de tilápia aderiu à ferida, assumindo o comportamento de escara, permanecendo aderida até o fechamento quase completo da lesão, ocorrido em 15 dias. Após o descolamento da pele, restou uma área de aproximadamente 2 cm, completando a cicatrização em quatro dias. CONCLUSÃO: O uso da pele de tilápia como curativo biológico demonstrou resultados satisfatórios, promovendo um fechamento rápido e eficiente da ferida, reforçando o potencial do xenoenxerto como alternativa viável para o tratamento de lesões em bovinos. O acompanhamento do paciente deve ser monitorado para possíveis recidivas da neoplasia.

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Publicado

2026-02-25

Como Citar

REIS , M. do A. .; ISMÉRIO, M. E. A.; FREITAS, M. M. de .; REGO, R. de S. . XENOENXERTO DE PELE DE TILÁPIA EM FERIDA APÓS REMOÇÃO DE CARCINOMA EPIDERMÓIDE EM BOVINOS. Congresso de Interdisciplinaridade do Noroeste Fluminense, [S. l.], v. 9, n. 1, 2026. Disponível em: https://anais.eventos.iff.edu.br/index.php/coninfitaperuna/article/view/1820. Acesso em: 13 mar. 2026.