Elites e Trabalho: Estudo Prosopográfico dos Ministros do Trabalho na República do Brasil (1930–2021)
Palavras-chave:
Elites, Trabalho, Prosopografia, MinistrosResumo
Esta pesquisa propõe uma análise das elites políticas e burocráticas responsáveis pela condução das políticas trabalhistas ao longo de diferentes períodos da história republicana. A justificativa baseia-se na relevância de compreender quem foram os agentes que ocuparam o Ministério do Trabalho, quais suas trajetórias sociais, formações, vínculos políticos e inserções institucionais, de modo a identificar padrões de continuidade e ruptura nas configurações do poder estatal. Ao examinar os ministros como grupo social, busca-se contribuir para o debate sobre a constituição das elites administrativas e seu papel na formulação das políticas públicas de trabalho no Brasil. O objetivo geral é realizar um estudo prosopográfico dos ministros do Trabalho entre 1930 e 2021, mapeando origem social, formação acadêmica, carreira política, filiação partidária e participação em governos. Como objetivos específicos, pretende- se: (a) identificar o perfil predominante das elites ministeriais em cada período político; (b) analisar a influência de redes de poder e alianças políticas na ocupação do cargo; e (c) compreender como essas trajetórias refletem transformações no Estado e nas relações entre capital e trabalho. O método utilizado combina pesquisa documental e análise prosopográfica, com levantamento de dados biográficos em fontes oficiais (como diários oficiais, registros parlamentares, imprensa e acervos institucionais) e em obras de referência sobre a história política brasileira. Os dados são organizados em um banco prosopográfico, permitindo análises comparativas entre diferentes períodos e governos. Os resultados parciais indicam a predominância de perfis masculinos, formados em Direito e vinculados a elites políticas e regionais, especialmente nos períodos autoritários. A partir da redemocratização, observa-se uma maior diversidade de origens e experiências profissionais, embora as redes de poder e patronagem política ainda se mantenham centrais na composição do ministério.






